Mãe sem querer - maternidade e sofrimento - inês menezes

Nem todos os pais desejaram ser pais. Nem todas as mães – que fazem hoje um trabalho extraordinário e amam os seus filhos incondicionalmente – os desejaram e os amaram ao primeiro contacto.  A maternidade é um processo complexo, é uma travessia que é vivida por cada mãe e por cada pai de uma forma muito particular… e nem sempre essa forma é compreendida socialmente. A travessia que se esperava mágica é por vezes – mais do que aquelas que nos apercebemos – vivida de forma solitária e sofrida.

Nesta rubrica, Pais sem querer, damos voz a histórias reais de quem viveu a gravidez e a maternidade de coração quebrado. De quem chegou a debater-se entre o trazer ao mundo um novo ser e o encerrá-lo enquanto promessa de vida por cumprir…

Hoje conversamos com Inês Menezes, uma super-mãe de uma menina de cinco anos. Uma super-mãe que hoje vive a maternidade de coração cheio, tendo-se desdobrado, nestes últimos anos, para conseguir ser a melhor mãe, fazer a gestão de um lar e ainda terminar a licenciatura em Direito. Uma super-mãe que, contudo, num momento difícil da sua vida, chegou a duvidar do sentido deste papel.

 

Com Inês Menezes:


 

Por vezes, ser mãe envolve tristeza e culpa, o que deverá ser falado e não visto com vergonha, logo deveria haver um maior aconselhamento e orientação para toda avalanche emocional que se vive neste período tão sensível e vulnerável.

 

Mãe de uma princesa de cinco anos. Como descreverias a vossa relação atual e a vossa dinâmica familiar?
Espetacular! Sendo mãe jovem, considero a nossa relação, como mãe e filha, extremamente dinâmica e muito divertida. Devido ao nosso percurso, sempre fomos muito “só as duas”, o que tornou a nossa relação muito completa, muito especial… única. E como ainda me recordo tão bem da minha infância –  não passaram muitos anos desde essa época – acho que sou uma mãe bastante compreensiva, mas também muito consciente do que é ser criança, dos seus direitos e deveres, o que me torna também mais exigente.

Ser mãe é um papel que sonhavas para ti, para a tua vida?
Sim, sem sombra de dúvida. Desde pequena que aspirava ser mãe porque sempre adorei crianças e, ao conhecer o meu caráter, sempre achei que conjugava na perfeição com a minha maneira de ser. Sempre fui uma pessoa muito preocupada com o meu futuro e sempre quis construir uma carreira de sucesso, mas sempre soube que, quando chegasse o momento ideal, iria conseguir equilibrar a vida profissional com a vida maternal e aproveitá-las ao máximo.

Como recebeste a notícia da gravidez?
Eu engravidei com 19 anos, mas descobri apenas aos 20, com cinco meses de gestação. Apenas posso descrever como o “desabar do meu mundo”, literalmente. Durante todos esses meses nunca tinha tido um único sintoma de gravidez, apenas comecei a notar um inchaço na zona abdominal duas semanas antes. Dado que continuava a ter a menstruação, tomava a pílula religiosamente e, por outro lado, sempre tive muitos problemas com quistos nos ovários, desconfiei que estaria com algum problema de saúde e nunca de uma possível gravidez. Há muito tempo que não fazia nenhum check-up por pura irresponsabilidade. Para além de tudo isto, eu já não estava com o pai da Matilde há alguns meses… logo nunca me passaria pela cabeça estar grávida. Marquei então uma consulta com um ginecologista que pudesse realizar uma ecografia endovaginal e bastou ter acesso à primeira imagem para me dar logo a notícia de que estava gravida de cinco meses aproximadamente e que o nascimento estaria previsto para finais de outubro/inícios de novembro.

E como reagiste?
Posso dizer que foi horrível. Foi das piores notícias que recebera até então. Não conseguia parar de chorar e foi a enfermeira da clínica, juntamente com uma amiga que me acompanhou, que me ajudou a levantar e a conseguir andar para sair da clínica. Sentira que a minha vida tinha terminado naquele momento e senti-me completamente perdida, como se já não conhecesse nada. Perdi a voz e nem se quer conseguia falar, apenas chorar. Como é que eu, estudante do 1º ano de licenciatura, com apenas 20 anos, iria conseguir enfrentar o mundo com uma criança? Acreditava que todos os meus planos, todos os meus sonhos estavam arruinados. Nunca mais conseguiria ser feliz porque teria de mudar tudo em mim e tudo o que tinha planeado para a minha vida. Apenas queria fechar-me num espaço de quatro paredes, chorar até adormecer e nunca mais acordar.

 Como é que eu, estudante do 1º ano de licenciatura, com apenas 20 anos, iria conseguir enfrentar o mundo com uma criança? Acreditava que todos os meus planos, todos os meus sonhos estavam arruinados. Nunca mais conseguiria ser feliz.

 

Achas que se a relação com o pai da Matilde fosse estável, terias reagido de uma forma diferente?
Mais ou menos. Felizmente, tive todo o apoio do pai da menina e da sua família. Foram todos incansáveis para comigo e, nos primeiros tempos, foram mesmo a minha salvação! O meu verdadeiro problema era com a minha família, que não reagira bem, e comigo própria. Pela primeira vez senti quase que uma crise de identidade: “Que irei fazer?”, “Quem irei ser?”, “O que irá mudar em mim?”. Foi um período de uma intensa introspeção para conseguir conhecer a minha verdadeira força interior, para perceber quem realmente era e do que realmente era capaz. Foi uma crise interior e esta crise iria surgir estivesse numa relação estável com o pai da Matilde ou não. O problema não eram os outros, era eu. Talvez, se a minha família tivesse demonstrado todo o seu apoio, logo no início, não tivesse sido tão difícil e doloroso, mas como poderia eu julgar? Eu tinha-os desapontado e isso gerou uma autêntica desacreditação em relação à minha pessoa e ao meu futuro. Eu compreendia perfeitamente aquela posição. O que eu não conseguia compreender ou aceitar era o meu destino: “Porquê a mim?”, “Como é que eu não me apercebi?”, “Como é que eu tinha deixado que isto acontecesse?”. Tinha conseguido desiludir aqueles que mais me amavam e  estava a obrigá-los a lidar com isto, o que gerou uma grande revolta interior, pois eu não me conseguia perdoar.

Chegaste a pensar interromper a gravidez. Quais foram os principais medos e preocupações face ao futuro – ao teu e ao da Matilde?
Sim, nos primeiros 3 dias eu já tinha tomado essa decisão. Tenho familiares residentes em Espanha que conheciam uma clínica e, com a minha “bênção”, prepararam-me a viagem e pagaram o valor de entrada para a interrupção. Porém, eu tenho uma tia médica que me alertou para o perigo de abortar com uma gestação já tão avançada. Existiam grandes probabilidades de eu não poder voltar a engravidar ou dar continuidade a uma futura gestação. Para além disso, eu teria que ingerir uma medicação que, primeiramente, mataria o feto e depois procederia à indução do parto. Ainda teria de assinar um termo de responsabilidade para qualquer eventualidade… Não consegui. Não tive essa coragem. Fiquei demasiado assustada e descartei essa opção. Não poderia fazer aquilo a mim mesma nem ao bebé que carregava.

Os principais medos eram todos relacionados com o meu e com o nosso futuro. Iria conseguir acabar os estudos como sempre sonhara? Como iria organizar-me? Será que conseguiria arranjar algum part-time para ajudar com as despesas? Resumia-se à organização da minha nova vida. Estive quatro meses a pensar em todos os detalhes, em todas as possíveis dificuldades que poderia enfrentar e em possíveis alternativas e soluções. Sempre fui muito preocupada com tudo à minha volta e muito consciente dos obstáculos que a vida se encarrega de nos colocar. Apenas queria garantir o nosso bem-estar e a nossa felicidade.

Como viveste a relação com o teu próprio corpo e com o bebé que em ti crescia?
Não foi fácil observar todo o desenvolvimento, nem aceitá-lo. Engordei 25kg, aproximadamente, e a barriga que outrora pouco existia passou a estar repleta de estrias. Por outro lado, como a minha mãe faleceu quando eu tinha 16 anos, à data da gravidez vivia apenas com o meu pai e não tinha uma pessoa que realmente me acompanhasse, aconselhasse e guiasse. Nos meses que se seguiram, foi todo um mundo novo e eu desconhecia os principais cuidados a ter com o meu corpo e com a pele. Sabia o básico do básico e estava mal informada quando as mudanças começaram a ser evidentes.

Relativamente à ligação com o bebé que carregava, posso dizer que não estabeleci propriamente uma ligação maternal típica. Preocupava-me imenso com o seu bem-estar e com os meus deveres, mas aquele desejo e amor que todas as mães referem durante a gestação era ínfimo. Estava presa aos meus próprios “fantasmas” para conseguir desfrutar fosse do que fosse. Sentia-me ansiosa pelo seu nascimento e por conhecê-la, mas estava demasiado perdida num mundo à parte, repleto de medos, inseguranças e autopenalização.

E o parto, foi também ele gerador de muita ansiedade?
Nunca senti qualquer receio do parto, até me sentia bastante confiante. De acordo com os médicos que me seguiam, eu reunia todas as condições para ter uma “hora bem pequenina”! Porém, revelou-se exatamente o oposto. Apesar de estar sempre acompanhada pelo pai da bebé, o parto arrastou-se durante muitas horas e eu e a Matilde tivemos várias complicações, o que me deixou completamente de rastos. Quando a Matilde finalmente nasceu e colocaram-na nos meus braços, eu não tinha forças para reagir. Nunca me sentira tão cansada e perdi a consciência por vários momentos.

E quando voltaste a ter a Matilde nos braços, já depois da “longa hora pequenina”, conseguiste ligar-te emocionalmente?
Lembro-me de acordar passadas algumas horas para lhe dar de mamar pela primeira vez, ainda no recobro, e posso dizer que nunca tinha visto bebé mais bonito em toda a minha vida. Houve logo uma vontade enorme de mimar e proteger aquele ser, apesar de me sentir ainda muito bloqueada ao nível das minhas emoções. Apática será talvez o melhor adjetivo para caracterizar o que sentia naquele momento. Encontrava-me numa situação em que tive de lidar com 1001 emoções completamente exacerbadas ao ganhar ainda uma maior consciência da realidade que acabara de conhecer, “ao vivo e a cores” e já não hipoteticamente. Em vez de olhar para aquela situação como uma situação cheia de felicidade e amor, foram momentos em que só conseguia chorar e isolar-me. Sentia-me cada vez mais abalada e a entrar numa espiral negra. Não tinha apetite e apenas queria dormir ou chorar. Para além de todos os sentimentos descritos anteriormente, somava-se ainda a culpa de não conseguir ser a mãe mais feliz do mundo para aquele bebé, a minha filha, que não tinha absolutamente culpa nenhuma das minhas fragilidades. Por um lado, sentia-me reconfortada com a sua presença, como se fosse o meu “ninho”, mas rapidamente caía outra vez naquele estado de insegurança e culpa. Nessa altura dei à Matilde tudo o que de risonho restava em mim, isto é, todas as energias que eu ainda conseguia reunir eram limitadas à Matilde e ao meu desempenho como mãe. Quando voltava a estar sozinha, recomeçava toda aquela dor interior. Nenhuma força sobrava para mim ou para as outras pessoas.

Sentia-me cada vez mais abalada e a entrar numa espiral negra. Não tinha apetite e apenas queria dormir ou chorar. Para além de todos os sentimentos descritos anteriormente, somava-se ainda a culpa de não conseguir ser a mãe mais feliz do mundo para aquele bebé.

E dos primeiros meses de vida da Matilde, qual a memória mais forte que guardas desse período?
As terríveis cólicas. Dei de mamar durante um período muito curto porque tive imensas dificuldades, até que o meu corpo deixou de produzir leite e o peito secou por si próprio. Até a Matilde iniciar as sopas, foram poucas as noites que conseguia dormir. Os primeiros quatro meses vieram carregar ainda mais aquela “espiral negra” em que eu rapidamente caminhava, pois as poucas energias que me restavam começavam a dissipar-se com a falta de descanso. O cansaço era tanto que chegava a dormir em pé. Isto veio a deteriorar ainda mais o meu frágil psicológico e foram muitas as vezes que só queria desaparecer. Tal como a gravidez, os primeiros meses foram muito difíceis – o que também se compreende pela minha inexperiência e falta de preparação ou consciência da realidade. Para uma miúda de 20 anos e mãe solteira, quatro meses de preparação tornam-se em segundos que passam num piscar de olhos.

Como é que o sentimento maternal foi crescendo até se tornar no amor incondicional de que hoje falas orgulhosamente?
Como diz o velho ditado “o tempo é remédio santo”. Após os primeiros momentos, e quando passei a ficar mais tempo sozinha com a Matilde, sem a presença constante das outras pessoas, comecei, em primeiro lugar, a “curar” o meu interior. Considero que recuperei através de uma espécie de reconciliação comigo própria. Saber acalmar as inseguranças e ter capacidade para perdoar-me. Ver esta nova realidade com uma diferente perspetiva e lidar com as coisas de uma forma mais “cor-de-rosa”. E isto só foi possível com a presença da Matilde. Há medida que o tempo passava eu começava a olhar para a maternidade de uma forma totalmente diferente e a Matilde ensinou-me a apreciar cada momento, cada detalhe, com o maior carinho possível.

Tudo o que a Matilde fazia e todas as suas conquistas derretiam-me. Sentia que só conseguia tranquilizar as minhas preocupações com a sua presença. Como estava sempre sozinha, pois o meu pai estava constantemente fora em trabalho, sentia que éramos só nós as duas e que a Matilde era – e é! – a minha melhor companhia. Comecei a sair mais de casa e a aproveitar mais o que a vida me proporcionava sempre na sua companhia, o que tornava tudo mais especial. Um amor inexplicável invadiu toda a minha pessoa e sentia que tinha nascido para isto, pois fazia tudo sentido.

 

A Matilde passou a ser a razão, a justificação, o ponto de partida e o fim para tudo o que fazia e para tudo o que consegui alcançar na vida.

A Matilde é tudo o que eu sonhei: é uma menina que nunca me deu problemas, extremamente saudável, sempre bem-disposta e que raramente faz uma birra. Pouco chorava ou chora, dormia e dorme a noite toda, é muito sociável e muito educada. São muito poucos os defeitos que posso reconhecer. É um orgulho enorme ser mãe desta cria. É, verdadeiramente, a minha melhor amiga. Muito dócil, carinhosa com todos e respeitadora – é uma menina muito especial! Sinto-me muito abençoada pela surpresa que a vida me presenteou e agradeço todos os dias por “isto” ter acontecido e nunca ter tido coragem de ter decidido pela outra possibilidade. Estava mais que destinado e agora percebo o porquê da Matilde ter-me sido colocada neste “caminho” a que eu chamo vida. Não poderia ser mais feliz e não há amor que se compare a este.

Qual a lição que a vida te ensinou da forma mais dura e difícil?
Em primeiro lugar, que a vida é capaz de dar uma reviravolta num milésimo de segundo e, perante qualquer mudança brusca, há que saber olhar para o copo meio cheio. Acho que esta é a chave que a vida me ofereceu. De uma forma um pouco violenta, a vida ensinou-me a ser menos insegura, a ser mais ativa na procura de soluções, de outras possibilidades e a estar recetiva a todas as mudanças. Ensinou-me a procurar diferentes ânimos e inspirações em diferentes cantos.

Agora já jurista, posso dizer que a Matilde foi a minha inspiração para terminar a licenciatura. Se foi fácil? Não, mas a Matilde facilitou-me muito esta jornada – mais do que esperava! Aprendi a ultrapassar as dificuldades com as soluções mais originais possíveis: desde embalá-la ainda bebé, enquanto cantava os artigos para os memorizar, ou desfrutar da sua companhia a pintar, a fazer desenhos e a fingir que escrevia, sentada ao meu lado, enquanto estudava horas a fio. Aquela gravidez que outrora era o meu maior pesadelo, tornou-se na minha maior bênção. Através da Matilde, a vida ensinou-me a ir à busca de outros meios para conseguir atingir os meus fins. Ensinou-me a dar mais valor ao que tenho e ao que eu vou alcançando. A vida ensinou-me que tudo depende da maneira como encaramos estes sobressaltos e que o que pode ser visto como um problema, pode ser visto como a solução. Mudei totalmente a minha maneira de ser e de ver a vida. Ensinou-me a ter mais garra e a ter mais um motivo, o verdadeiro motivo, para alcançar todos os meus sonhos e atingir todos os meus objetivos.

Como mãe jovem, não deixei de estudar, não deixei de viajar, não deixei de aproveitar tudo o que a vida me foi oferecendo. Talvez não à primeira oportunidade e talvez não da forma mais fácil ou mais intensa, mas tenho prosseguido todos os planos que estabeleci para mim própria desde miúda. Não só por mim, e não sozinha como previa, mas sempre acompanhada “every step of the way” por quem eu chamo hoje a minha essência – a minha Matilde.

 

Que conselho darias hoje à Inês Menezes de 20 anos?
Saber abraçar o que a vida nos dá porque o que hoje parece negro, amanha surgirá iluminado. Não aconselho apenas a Inês que ficou no meu passado, mas todas as mamãs que vivem o mesmo que eu tive de viver: não desesperar porque tudo tem solução e a solução está em nós, em saber encarar os “percalços” com outra perspetiva e com a nossa outra face, e procurar ajuda caso sintam que é demasiado para suportar. Não há qualquer problema ou desvalor em procurar apoio junto de algum profissional ou mesmo junto de outras pessoas que compreendam e que consigam dar todo o apoio que se necessita em dada altura. O importante é não sofrer em silêncio e saber transmitir as nossas inseguranças, receios, preocupações, culpas e deixar que nos ajudem. Acho que esta solução ter-me-ia ajudado bastante a lidar com aqueles meus fantasmas, a diminuir toda aquela dor e a permitir-me aproveitar a minha gravidez e o início da maternidade no seu máximo.

Infelizmente, a “Maternidade nem sempre rima com Felicidade” e há que acabar com os tabus em torno desta questão. A perfeição não existe e a Maternidade não é sinónimo desta, por isso, da mesma forma que existe tamanha preocupação em torno da preparação para o parto, para a chegada do recém-nascido, deveria existir uma maior preocupação em preparar as mães para a Maternidade e em como lidar com as várias questões menos boas que vão surgindo ao longo deste caminho. Por vezes, ser mãe envolve tristeza e culpa, o que deverá ser falado e não visto com vergonha, logo deveria haver um maior aconselhamento e orientação para toda avalanche emocional que se vive neste período tão sensível e vulnerável.

 

A vida é capaz de dar uma reviravolta num milésimo de segundo e, perante qualquer mudança brusca, há que saber olhar para o copo meio cheio. Acho que esta é a chave que a vida me ofereceu. De uma forma um pouco violenta, a vida ensinou-me a ser menos insegura, a ser mais ativa na procura de soluções, de outras possibilidades e a estar recetiva a todas as mudanças. Ensinou-me a procurar diferentes ânimos e inspirações em diferentes cantos.

 


Inês, muito obrigada por esta partilha tão íntima e tão sentida!