O nascimento. O primeiro contacto pele com pele. A saída do bloco de parto. A amamentação. O biberão. A primeira noite juntos.  A hora de adormecer. O colo. A história que ajuda o sono a chegar. O acordar. O primeiro abraço da manhã. A muda da fralda. O primeiro banho. Os banhos diários. A hora de brincar. A pintura. A dança a quatro pés. O cantar a duas vozes. O roçar nariz com nariz. O sorriso que se abre e se sabe único.

São muitos os momentos “só nossos”, sobre os quais a relação mãe-filho encontra a sua singularidade. Mais de 200 mães revelaram aquele momento que é só seu e do seu filho. Aquele momento de entrega, em que o mundo se ofusca perante um único ponto de luz, em que mãe e filho como que revivem a sua condição umbilical.

São tantos, que cerca de 30% das mães sentiu dificuldade em identificar um em concreto. Entre os momentos revelados, dois deles destacaram-se dos demais: a hora de adormecer e a amamentação. Aqui fica a lista dos momentos mais destacados:

  • A hora de adormecer (35%)
  • A amamentação (34%)
  • O acordar (8%)
  • O cantar e dançar em conjunto (5%)
  • A hora do banho (4%)
  • O nascimento/parto (4%)
  • Miminhos – falar ao ouvido, sorrisos cúmplices, etc. (2%)
  • A hora de brincar (2%)
  • Outros (6%)

 

1º. a hora de adormecer


O adormecer. Aquele momento em que a pressa se torna vagarosa, em que a respiração abranda e as palavras transportam a magia entre os mundos: entre a mãe e o filho; entre a noite e o dia; entre a vigília e o sonho.

Adormecer é todo um universo – são mil e uma formas de o fazer e outras tantas de dormir! Adormecer a ler uma história. Adormecer a cantar a música de embalar preferida. Adormecer a amamentar ou a dar o biberão. E, cereja no topo do bolo: vê-los dormir, se possível sentindo a sua respiração e o calor do seu corpo, ou não fossem as mães anjos da guarda que assumem a guerreira missão de os proteger de tudo o que possa perturbar a serenidade do momento, o bem-estar das suas crias, a felicidade que se constrói dia após dia!

 Todos os dias ela acorda uma hora antes do meu despertador, vem para a nossa cama, bebe o leite e, mal acaba, levanta-se e deita-se assim, em cima da minha bochecha. Chamo-lhe posição de lapa, é uma evolução da conhecida conchinha”

[Guga Mandacaru]

 

O momento de adormecer, quando canto para ela

[Joana Santos]

A leitura antes de deitar

[Zita Costa]

 


Um Feliz Dia da Mãe! E um especial obrigada às 246 mães que participaram neste artigo!