Livros infantis portugueses de alice vieira - periquinho e periquinha - diana silva

 

Periquinho e Periquinha

livros infantis - periquinho e periquinha

Sinopse: Esta história tradicional portuguesa é uma das retomadas por Alice Vieira, que recuperam criteriosamente narrativas populares orais. Se lidos em voz alta, estes recontos conquistam o ouvido e a atenção dos mais pequenos, em especial pela arte com que são recuperados aspetos fundamentais da narrativa oral tradicional.

Autoria: Alice Vieira
Ilustrações: Carlos Marques
Editora: Editorial Caminho
Edição: 04/1997
Páginas: 16
Coleção: Histórias tradicionais portuguesas
Idade aconselhada: a partir dos 4/5 anos, com apoio de um adulto

 


Periquinho e Periquinha, é outro dos livros infantis preferidos dos pais, nomeadamente de Diana Silva. Através da sua atividade profissional, como mediadora cultural num museu de arte, estabelece contacto diário com crianças e é através das histórias populares e de tradição oral que essa ligação entre a arte e as crianças se consubstancia. Por outro lado, a viver a experiência da maternidade há cerca de três anos e meio, este livro tornou-se também de leitura em família.

Qual a mensagem do livro que mais te toca?
A inocência das crianças face à maldade em torno da qual gira toda a história. Transmite-nos a ideia de que mesmo no meio da mais absoluta maldade, a inocência e o amor são fundamentais para se ultrapassar os problemas.

O que te faz sentir?
Um misto de fascínio e encanto pelo lado terrífico desta história. Como mediadora cultural trabalho diariamente com crianças num museu onde a arte apresentada tem como origem histórias populares e de tradição oral como esta, e delicia-me sempre o fascínio com que reagem a este tipo de contos, ainda que por vezes um pouco assustadas. A importância de distinguirmos corretamente o bem do mal é fundamental no crescimento e desenvolvimento das crianças e, hoje em dia, infelizmente muitas histórias têm vindo a perder esse lado.

Como reage o teu filho à história?
O Rodrigo tem medo mas ao mesmo tempo fica fascinado. É uma criança que costuma fazer muitas perguntas e comentários quando lhe conto histórias, mas ao ouvir esta fica mudo. Mas o seu olhar segue, absolutamente vidrado nas ilustrações do livro, e ouve sempre a história muito atentamente até ao fim.

Uma boa memória:
Não me recordo com que idade me foi oferecido este livro, talvez por volta dos 5/6 anos, mas ficava deliciada quando a minha mãe o lia à noite antes de me deitar. Julgo que o que mais me atraía era a forma como uma história tão assustadora era contada de forma tão doce. E adorava as ilustrações. Ainda hoje as adoro!

Testemunho do filho:
Rodrigo: “Mãe a madrasta é muito má, não gosto dela.”
Eu: “Sim, mas no fim é castigada por ser tão má e tudo acaba bem.”
Rodrigo: “É uma bruxa e puf rebenta como um balão! Já não faz mais mal à Periquinha e ao Periquinho pois não mãe?”

A melhor frase do livro:

Logo ali se ouviu grande estoiro, e a Terrível Madrasta ficou num instante reduzida a pó, que assim acabam todas as bruxas quando não conseguem espalhar pelo mundo todo o mal que trazem consigo.


Obrigada Diana. Boas leituras!